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quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Tic-Tac...Tic-Tac

O que pára
Este tempo…
Que corre,
Que voa,
Que vai e não vem? …
De que forma
Ele não anda,
Não corre,
Não voa,
Não sabe ninguém?
Preciso que PÁRE…
Seja por um momento
Apenas…enfim…
Que me dê um tempo
Que se deixe estar…
Que não passe por mim.

Só que ele não me ouve,
Não quer nem saber
E está a fugir,
Não há quem o páre,
Nem quem o agarre,
E deixam-no ir…
Ao tempo que corre
Que anda e que voa
Que vai e não vem

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Amostra Sem Valor de António Gedeão

Gosto particularmente deste poema de António Gedeão, por isso publico-o aqui neste cantinho que é meu, mas que é para todos.

“Eu sei que o meu desespero não interessa a ninguém.
Cada um tem o seu, pessoal e intransmissível:
Com ele se entretém e se julga intangível.

Eu sei que a Humanidade é mais gente do que eu,
Sei que o Mundo é maior do que o bairro onde habito,
Que o respirar de um só, mesmo que seja o meu,
Não pesa num total que tende para infinito.

Eu sei que as dimensões impiedosas da Vida
Ignoram todo o homem, dissolvem-no, e, contudo,
nesta insignificância,
gratuita e desvalida,
Universo sou eu,
Com nebulosas e tudo”
António Gedeão

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Alma de Poeta

É ser…
É pensar…
É sentir…
É amar !
(nem sempre a rimar…)
Poeta,
É quem sente
Mesmo sem saber escrever.
Poeta
É a gente
Que luta para viver.
Ir mais longe
Sem se sair do lugar,
Ficar perto
Mesmo que nos separe o mar.
É estar aqui, ali e além
É este não sei quê
Que o coração tem

É tristeza
E sofrimento também…
(Saudade de uma mãe!)
É nostalgia do momento,
…passado, futuro ou presente…
É nunca esquecer
O verbo amar
E vivê-lo intensamente…